# grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg O primeiro passo é ajustar o seu teclado, eu utilizo teclados com padrão em Inglês, se você este o seu caso, você não necessariamente precisa alterar o layout dele, porém, caso você use um teclado Brasileiro, ABTN2 (padrão no Brasil), você pode carregar as teclas assim: loadkeys br-abnt2 Esse carregamento de layout é válido somente para o movo live. Toda a instalação do Arch precisa de acesso à internet, por isso é importante que você esteja conectado. Por padrão, temos o DHCP ativado no sistema, então, a menos que você tenha um tipo de internet onde seja necessário configurar o IP diretamente na máquina, essa parte não será problema, você pode verificar se você tem conexão "pingando" para algum site, como: ping google.com Caso não exista conexão, vamos precisar configurá-la. Existem várias formas de fazer isso, mas as mais simples são: Caso você tenha Wi-Fi: wifi-menu Abre um diálogo simples de escaneamento de rede, permitindo que você selecione com o teclado a rede desejada, digite a senha e pronto. Caso você precise configurar a sua rede cabeada, confira estas informações. Conectou? Bom também! Vamos continuar! O próximo passo é conferir as suas partições, isso é definitivamente algo particular, por isso vou usar o meu exemplo, e você pode fazer como desejar. Em meu notebook, tenho um SSD de 240GB que será completamente tomado pelo Arch Linux, sem dual boot, caso você deseje fazer dualboot, tome cuidado para não apagar as partições do seu sistema. Existem vários utilitários para se trabalhar com particionamento, um dos mais populartes é o fdisk. O comando: fdisk -l Vai te mostrar todos os seus dispositivos, no meu caso, o primeiro disco é o que vou usar para fazer a instalação, desse modo, ele é o /dev/sda. Rodando o comando: fdisk -l /dev/sda Conseguimos ver todas as partições existentes no disco. Apesar do fdisk ser uma competente ferramenta para tal, eu prefiro usar o cfdisk para fazer o particionamento, ele é "mais gráfico" e vai ser mais fácil para quem não está acostumado. Basta rodar: cfdisk /dev/sda Vamos ter que criar 3 ou 4 partições (4 no caso e você querer usar uma partição como SWAP ao invés de um swapfile). Caso seja necessário, você deve criar uma nova tabela a partição, escolha GPT se você usar UEFI, se for usar BIOS-legacy, pode ser MBR. No meu caso ficou: /dev/sda1 (500MB para o /boot/efi) /dev/sda2 (50GB para /) /dev/sda3 (todo o resto para o /home) /dev/sda4 (2GB para swap) Lembre de fazer o cfdisk escrever as partições e de marcar a partição que receberá o GRUB (no meu caso a /dev/sda1/ como BIOS bootavel em "type") . O próximo passo é formatá-las: mkfs.fat -F32 /dev/sda1 mkfs.ext4 /dev/sda2 mkfs.ext4 /dev/sda3 mkswap /dev/sda4 Obviamente, você pode preferir outros sistemas de arquivos, além do Ext4, se for o caso, consulte a Wiki do Arch para entender melhor cada comando, ou vefique o manual do mkfs. Pontos de montagem O próximo passo é fazer a montagem das partições do sistema, atente-se que será necessário criar algumas pastas para poder fazer a montagem. mount /dev/sda2 /mnt mkdir /mnt/home mkdir /mnt/boot mkdir /mnt/boot/efi (se for usar EUFI) mount /dev/sda3 /mnt/home mount /dev/sda1 /mnt/boot/efi swapon /dev/sda4 Feitos os pontos de montagem, você pode querer alterar os mirros do Arch para, quem sabe, fazer o download mais rápido, esse passo é opcional, mas pode ser feito editando o arquivo (estou usando o editor 'nano' nesse caso): nano /etc/pacman.d/mirrorlist Você pode mover o mirror desejado para cima, ou simplesmente comentar com um # os que você não quiser que sejam usados. Particularmente eu não altero os mirrors, é algo pessoal. O próximo passo é a instalação dos pacotes base do Arch nas partições que você criou: pacstrap /mnt base Algumas pessoas sugerem o "base-devel" também, que são arquivos para desenvolvedores, particularmente não vejo a necessidade de instalá-los, mas se você quiser, apenas acrescente-os ao comando, ficando assim: pacstrap /mnt base base-devel Essa parte costuma demorar um pouco, então tome um café ou um chá. ?? Feita essa parte, vamos gerar a nossa tabela FSTAB, que vai dizer para o sistema onde estão montadas cada uma das partições, faremos isso usando este comando: genfstab -U -p /mnt >> /mnt/etc/fstab Esse "-U" ali "no meio da turma" é para que seja usados os IDs dos discos no FSTAB, ao invés dos rótulos, se tiver dúvidas de como o FSTAB funciona, confira aqui: Você pode verificar se o arquivo foi gerado com sucesso e o seu conteúdo com: cat /mnt/etc/fstab No meu caso, tenho de ter 4 partições, cada qual com suas descrições. Caso algo esteja errado, use um editor de textos para configurar corretamente. Agora é hora de mudar para dentro do sistema Até o momento, o que estávamos fazendo eram configurações que eram jogadas para dentro de /mnt, onde o sistema estava montado, agora, vamos mudar para dentro do nosso sistema em processo de instalação com: arch-chroot /mnt Uma vez logado no seu sistema (repare que o terminal mudou de aparência), tudo o que você fizer agora, ficará em definitivo no seu Arch Linux. Você pode alterar data e hora depois, quando instalarmos uma interface, assim como o fuso horário, mas se você quiser fazer isso agora, manualmente (como manda a 'bíblia'), você pode fazer também, precisamos criar um link simbólico mais ou menos assim: ln -sf /usr/share/zoneinfo/Região/Cidade /etc/localtime No meu caso, usando horário de Brasília: ln -sf /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime Podemos também sincronizar o relógio com as informações da BIOS, se ela estiver correta, o seu relógio também estará, ainda que todo mundo use o horário da internet praticamente hoje em dia: hwclock --systohc O nosso próximo passo é configurar o idioma do sistema, alterando o arquivo locale.gen, faça isso descomentando a linha "pt_BR.UTF-8 UTF-8" com o comando: nano /etc/locale.gen Salve e saia e gere o arquivo assim: locale-gen Agora, podemos configurar a variável de linguagem em locale.conf, usando este comando: echo LANG=pt_BR.UTF-8 >> /etc/locale.conf Caso você queira usar o teclado com o layout abnt2 (não é o mseu caso), use este comando: echo KEYMAP=br-abnt2 >> /etc/vconsole.conf Temos agora uma série de configurações que pode ser feita, tanto agora, quanto depois da instalação em si, mas, para fins de deixar o seu sistema "mais pronto", vamos editar o nome do host para rede: nano /etc/hostname Geralmente eu coloco o nome "arch" aqui, mas pode ser qualquer nome que você queira, apenas tenha ele em mente para editar o /etc/hosts: nano /etc/hosts Dentro desse arquivo adicione: 127.0.0.1 localhost.localdomain localhost ::1 localhost.localdomain localhost 127.0.1.1 meuhostname.localdomain meuhostname Em "meuhostname", nesse caso, seria "arch", sem aspas. Vamos configurar agora a senha nova para o seu usuário root: passwd Digite duas vezes a sua nova senha e não a esqueça! (Anote-a se for necessário) Você pode criar outros usuários se você quiser agora, mas isso também pode ser feito depois, pela interface, o que acaba sendo mais simples. De toda forma, como exemplo, você pode criar um ususário com o seu nome: useradd -m -g users -G wheel nome_desejado_para_o_usuario Vamos aproveitar a ocasião para instalar alguns pacotes que serão úteis na pós instalação do sistema: pacman -S dosfstools os-prober mtools network-manager-applet networkmanager wpa_supplicant wireless_tools dialog sudo Caso você já tenha criado outro usuário, e tenha instalado o "sudo" como eu fiz, é preciso adicionar o seu usuário dentro do arquivo "sudoers": nano /etc/sudoers Ao final do arquivo adicione "USER_NAME ALL=(ALL) ALL", por exemplo: dionatan ALL=(ALL) ALL Salve e saia. Você pode criar um usuário usando o "useradd" normal, sem usar parâmetros, como você faria em outras distros, porém, esse comando "cru" no Arch Linux, não cria a sua pasta de usuário na home, então você pode criar ela manualmente, por exemplo: mkdir /home/dionatan E então mude a home para lá com: usermod -d /meu/novo/home -m dionatan Instalando o GRUB Essa é uma parte onde muita gente "se perde", pois existem dois caminhos para se seguir, se você usar: ##BIOS## pacman -S grub grub-install --target=i386-pc --recheck /dev/sda cp /usr/share/locale/en\@quot/LC_MESSAGES/grub.mo /boot/grub/locale/en.mo ##EUFI## pacman -S grub-efi-x86_64 efibootmgr grub-install --target=x86_64-efi --efi-directory=/boot/efi --bootloader-id=arch_grub --recheck cp /usr/share/locale/en\@quot/LC_MESSAGES/grub.mo /boot/grub/locale/en.mo E por fim, vamos gerar o arquivo de configurações do Boot: grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg Chegamos ao final da instalação padrão, digite "exit" ou pressione "Ctrl+D" e use o comando "reboot" para reiniciar o computador, remova o pen drive da máquina. Depois da instalação Depois de reiniciar o seu computador, já com o Arch Linux instalado no seu HD/SSD, logue-se com o usuário root para fazer mais algumas modificações, o nome do usuário é "root", sem aspas, e a senha, é a que você definiu com o passwd. Precisamos conectar o nosso sistema à internet novamente, mais uma vez, você pode usar o wifi-menu para conectar a uma rede wireless, ou então, usar o networkmanager que instalamos antes: wifi-menu systemctl status NetworkManager systemctl start NetworkManager Com a sua internet funcionando, vamos instalar alguns pacotes básicos para o funcionamento de qualquer interface, vamos atualizar o sistema e instalar o Xorg inicialmente: pacman -Sy pacman -S xorg-server Vamos instalar agora os drivers de vídeo: ##Intel## pacman -S xf86-video-intel libgl mesa ##Nvidia## pacman -S nvidia nvidia-libgl mesa ##AMD## pacman -S mesa xf86-video-amdgpu Caso você esteja usando o Arch em uma máquina virtual, como o Virtualbox, instale estes pacotes: pacman -S virtualbox-guest-utils virtualbox-guest-modules-arch mesa mesa-libgl Daqui por diante, depende um pouco do que você vai querer instalr como interface, se vai ser GNOME, KDE Plasma, XFCE, etc. ##GNOME## pacman -S gdm systemctl enable gdm Observe que neste caso, grupos de pacotes (meta-pacotes) como o "gnome", instalam um conjunto amplo de aplicações (semelhante ao que o Fedora Linux entrega por padrão), se você quiser uma instalação mais enxuta, selecione os pacotes manualmente, como "gnome-shell", "gedit", etc. pacman -S gnome gnome-terminal nautilus gnome-tweaks gnome-control-center gnome-backgrounds adwaita-icon-theme Você também pode querer instalar um outro navegador ou qualquer outro pacote, como o Firefox: pacman -S firefox #KDE Plasma## pacman -S sddm systemctl enable sddm pacman -S plasma konsole dolphin ##XFCE (instalado com GDM ou SDDM)## pacman -S xfce4 xfce4-goodies xfce4-terminal Para outros ambientes, mais uma vez, consule a Arch Wiki. Independente de qual ambiente você escolha, ative agora o Network Manager no boot do sistema para que a sua internet volte funcionando 100%. systemctl enable NetworkManager Agora é só reiniciar o sistema. Se tudo deu certo, você tem um novo Arch Linux, logue-se via interface com o seu usuário Root e aproveite para criar um novo usuário tradicional para que você use o sistema confortavelmente sem problemas de segurança, lembre-se de adicioná-lo ao arquivo sudoers, se quiser usar o sudo para rodar os comandos.